Pontes

Pontes

Ouro Preto, Vila Rica, Minas Gerais, Brasil

Equipamentos e infraestruturas

Ouro Preto possui nove pontes antigas, das quais seis foram classificadas pelo IPHAN em 1950, juntamente com os chafarizes. Quase todas possuem muros‐parapeitos em pedra, com uma cruz central, e bancos laterais, por vezes formando semi‐círculos que alargam a passagem dos pedestres. A Ponte dos Contos, ou Ponte de São José, situa‐se ao lado da Casa dos Contos, sobre o Córrego do Ouro Preto. Sua construção data de 1744, tendo as obras sido arrematadas por António Leite Esquerdo. É feita em cantaria de pedra, com dois grossos paredões interligados por um arco pleno. O muro‐parapeito, também em cantaria, possui banco lateral e é ornado por cruz central e oito coruchéus, sendo que num deles lê‐se a data de 1715, e em outro a de 1892. A Ponte do Pilar está situada na Rua do Pilar, ou das Caldeiras, e também transpõe o Córrego do Ouro Preto. Trata‐se de uma obra de cantaria de pedra, com arco único abatido e dois muros‐parapeitos que servem de banqueta, cruz central em cantaria (com o símbolo da morte no pedestal). Foi executada pelo pedreiro Francisco Esteves, que arrematou o contrato em 1756. A Ponte do Rosário, sobre o Córrego do Caquende, foi executada em 1753 por António da Silva Herdeiro, obedecendo a um risco de autoria desconhecida, e utilizando pedra do Itacolomi. É formada por dois paredões separados por um arco pleno, e possui muro‐parapeito sustentado por cunhais de pedra, dois bancos e cruz central. A Ponte de António Dias, sobre o Córrego da Sobreira, fica junto ao Largo de Dirceu, e é uma das maiores da cidade. As obras foram arrematadas em 1755 por Manoel Francisco Lisboa, mas foi António da Silva Herdeiro que assumiu, de facto, a responsabilidade pela construção. Possui arcos e paredes de pedra e cal, com parapeito e cruz de itacolomito. A Ponte Seca é assim chamada porque o córrego que passava sob ela foi aterrado. Não há dados sobre sua história. O parapeito é formado por duas cortinas de pedra, dispostas em posição horizontal e argamassadas com cal e areia. A obra da Ponte da Barra, sobre o Córrego do Funil, foi arrematada em 1806 por José Ferreira Santiago. Esta ponte com arcos em cantaria veio substituir uma estrutura anterior, destruída por uma inundação em 1760. No passadiço há dois pequenos alargamentos semi‐circulares com bancos, e uma cruz no parapeito.

Cláudia Damasceno Fonseca

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