Grande Hotel

Grande Hotel

Beira, Sofala, Moçambique

Equipamentos e infraestruturas

O Grande Hotel da Beira foi desenhado em 1946 pelo arquiteto José Luís Porto (1883-1965), tendo as obras decorrido sob a direção do engenheiro Ribeiro Alegre (em 1953, substituído pelo engenheiro Joaquim Vaz). O acompanhamento da construção assim como a pormenorização dos interiores e dos acabamentos foram realizados, a partir de 1953 (quando deve ter terminado a colaboração de Alegre e Porto), por Francisco de Castro (n. 1923). O projeto de eletricidade foi do engenheiro Eugénio Rodrigues Sopa. As obras começaram em agosto de 1949. Viria a ser inaugurado em 16 de julho de 1955 (a piscina e a boîte inauguraram-se em 23 de julho), tendo uma área de 21.000 metros quadrados e cento e trinta e um quartos. O edifício custou ficou concessionado à Sociedade de Turismo de Moçambique.
Luxuoso empreendimento turístico da Companhia de Moçambique, o hotel funcionou durante oito anos. A sua linguagem arquitetónica e sistema construtivo em betão armado são característicos da arquitetura moderna de entre guerras em Portugal (no Modernismo). É constituído por quatro volumes, unidos por corredores envidraçados, em que o principal tem uma forma côncava que resolve formalmente o ângulo do quarteirão. A sua imagem exterior é caracterizada pela forte horizontalidade e dinamismo que lhe são conferidos pelas varandas, janelas e palas de proteção solar. Depois do seu encerramento, em 28 de fevereiro de 1963, pensou-se ainda em reabri-lo, no início da década de 1970, como hotel e casino. Apenas a piscina viria a reabrir, em novembro de 1970, sob a responsabilidade da Comissão Técnica de Natação da Associação dos Desportos, e de acordo com a exigência, imposta à Companhia de Moçambique pela Câmara Municipal, de que fosse de utilização pública. Embora em ruínas, funciona como habitação para cerca de duas mil pessoas.

Loading…