Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Valença, Bahia, Brasil

Arquitetura religiosa

Quando se chega ao centro de Valença, o olhar é atraído para o Morro do Amparo, sobre o qual a igreja branca surge como sentinela. Olhando a cidade espraiada à margem do Una, que se descortina de seu adro. Mirando as ilhas vizinhas no horizonte do mar. Guardando. O templo do século XVIII foi reconstruído no início do século seguinte por Bernardino de Senna Madureira, segundo um partido que se pode considerar simplificação daquele usado nas igrejas matrizes e de irmandade. Da igreja original restaram a nave, capela‐mor, sacristia e uma das torres. Hoje é uma construção de proporções atarracadas, com duas torres, duas sacristias e corredores laterais que não são superpostos por galerias de tribunas. Foram as proporções imperfeitas que chamaram a atenção do imperador Pedro II durante a visita que fez a Valença em 1860. E diz: "Igrejinha reparada com pintura pelo Bernardino Madureira (...) é bonita assim não fosse o teto tão baixo". A fachada, subdividida por pilastras coríntias, apresenta cinco portas com vergas em arco pleno no pavimento térreo, alinhadas com cinco janelas de coro. O conjunto é rematado por um frontão barroco, recortado por volutas e revestido por azulejo. Revestidas também por azulejos azuis e brancos, as torres têm coroamento semi‐esférico e ângulos marcados por tocheiros. Internamente, altares neoclássicos em talha branca e dourada, forros com pintura e pisos de mármore. Na sacristia esquerda, azulejos portugueses do século XIX, relevados em branco sobre fundo amarelo. Conservam‐se ainda barras de azulejos azuis e brancos com motivos florais na capela‐mor, uma pia batismal e lavabo em lioz e um relógio de 1882 na torre esquerda.

Ana Maria Lacerda

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