Solar Bandeira

Solar Bandeira

Salvador, Bahia, Brasil

Habitação

Até meados do século XIX, o Bairro da Soledade era subúrbio e pouco tinha além do convento, das roças e de uma bela vista sobre a baía. Mas já possuía o solar em 1802, citado devido ao seu jardim considerado "maravilha e orgulho da Bahia" e retratado por Julius Nacher em aquarela de 1879. Pertenceu a Pedro Rodrigues Bandeira, rico dono de engenho falecido em 1835. Pouco se sabe sobre a história do edifício, da segunda metade do século XVIII, que nem sequer é classificado pelo IPHAN. É um solar suburbano localizado em esquina, com dois pavimentos e sótão. Ao partido de corredor central corresponde uma fachada de composição simétrica, com portada no eixo. Segundo descrição do inventário (1835), o sótão era utilizado como alojamento de escravos e a cozinha, cocheira e cavalariça ficavam no quintal situado na meia encosta. O pavimento nobre continha salões com balcões de púlpito para a Ladeira da Soledade, e era ornado internamente com forros e portas em madeira lavrada. Destacam‐se um silhar de azulejos de princípios do século XIX e o jardim com muros, canteiros e conversadeiras revestidos por embrechado de louças.

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