Casa do Conde dos Arcos

Casa do Conde dos Arcos

Salvador, Bahia, Brasil

Habitação

No tranquilo Bairro do Garcia, fora dos limites da área urbana, instalou‐se o conde dos Arcos quando nomeado, por D. João VI, governador da província da Bahia. Descrito como "palácio dos melhores da época colonial" a casa assentava‐se em terreno amplo, bastante recuada e um pouco elevada em relação à rua. Acredita‐se que a data de 1781 indique o final da construção, que só em 1810 teria sido ocupada pelo novo governador, D. Marcos de Noronha e Brito, oitavo conde dos Arcos e último vice‐rei do Brasil. Em 1893 a cobrança de impostos garante que já pertencia a Francisca Rosa Barreto Praguer. Em 1938, mesmo ano de sua classificação pelo IPHAN, a Missão Presbiteriana Norte‐Americana comprou‐a e aí instalou o Colégio 2 de Julho, que até hoje funciona no local. Típica casa suburbana do final do século XVIII, desenvolvida em dois pavimentos com planta aproximadamente quadrada, recoberta por telhado de quatro águas. De acordo com Azevedo, esta construção inicia a transição entre o sobrado urbano tradicional e o novo padrão de casa térrea, ligeiramente elevada do terreno e integrada ao jardim, cujo acesso se faz por dupla escadaria externa. Santos Simões descreve os azulejos do solar, de início do século XIX, vindos provavelmente da Fábrica do Rato, em Lisboa, destacando os marmoreados e uma insólita temática de toilette feminina.

Ana Maria Lacerda

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