Casa das Sete Mortes

Casa das Sete Mortes

Salvador, Bahia, Brasil

Habitação

Quem desce a Ladeira do Passo não vê a fachada, escondida num cotovelo de rua e parcialmente coberta pela casa vizinha. No século XVIII, morava nela o padre Manoel Almeida e no ano de 1755, o Livro do Tribunal da Relação confirma terem acontecido quatro homicídios na casa. Apenas quatro, mas chama‐se Casa das Sete Mortes, ninguém sabe ao certo porquê. Pertenceu a Joaquim Esteves dos Santos, rico negociante, e foi doada à Casa Pia dos Órfãos de São Joaquim em 1936 pelas herdeiras deste. Casa urbana com dois pavimentos e sótão que se desenvolve em torno do um pátio. Neste caso incomum, o pátio é um elemento organizador da planta, tem tratamento nobre - revestimento de azulejos seiscentistas e piso de mármore -, e é rodeado por galerias. Para ele se abre uma antiga casa de banhos, com banheira embrechada de conchas. Na casa, classificada pelo IPHAN em 1943, destacam‐se ainda os azulejos do século XIX, portugueses, na fachada, e ingleses, de figura avulsa, no vestíbulo.

Ana Maria Lacerda

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