Paço do Saldanha (ou Liceu de Artes e Ofícios)

Paço do Saldanha (ou Liceu de Artes e Ofícios)

Salvador, Bahia, Brasil

Habitação

O Paço do Saldanha, em pleno centro histórico de Salvador, é um dos ícones da arquitetura colonial. O incêndio que destruiu seu interior em 1968 não reduziu a monumentalidade do conjunto. A imponente portada, cuja decoração se eleva englobando a janela do pavimento nobre, é única na arquitetura baiana, mas tem paralelo em solares lisboetas da época. Para construí‐lo, o coronel António da Silva Pimentel usou o terreno de casas que havia comprado em 1699 à Ordem Terceira do Carmo. Com sua morte (1706), o solar passa aos herdeiros, até chegar em 1762 às mãos de D. Manoel Saldanha da Gama, filho do vice‐rei da Índia e viúvo de D. Joana Guedes de Brito, filha do coronel. É vendido em 1770, para pagar dívidas de D. Manuel, e novamente vendido em 1791 ao capitão‐mor Simão Álvares da Silva, que em 1799 pede à Câmara licença para ampliar a casa. Em 1856, José Joaquim de Carvalho e Albuquerque, 2.o barão de Pirajá, herda o imóvel que, em 1874, é comprado pelo Liceu de Artes e Ofícios. O incêndio de 1968 destrói grande parte do interior, mas a restauração de 1992 permite ao liceu voltar à sua sede. Segundo a escritura do liceu, o partido seguia o padrão dos solares baianos da época. Destaca‐se o saguão monumental, onde foram recompostos painéis de azulejos, e a portada de pedra, onde colunas e atlantes entrelaçados com motivos florais compõem uma decoração surpreendente, cujo risco Smith, Bazin e Santos Simões crêem possa ser de Gabriel Ribeiro.

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