Capela de Santo António

Capela de Santo António

Queimadas, Bahia, Brasil

Arquitetura religiosa

Fora da cidade, no alto da colina onde foi encontrada uma imagem de Santo António, está hoje a capela que se tornou lugar de romaria para o povo do sertão. À esquerda fica o cemitério e na frente, de onde se tem uma belíssima vista sobre o vale do Rio Itapicurú, estão o cruzeiro e um espaço para o acampamento de romeiros. No século XVIII Isabel Guedes de Brito, filha do fundador da Casa da Ponte, transfere‐se para a Fazenda Queimadas. Em 1815, por recomendação de um frade capuchinho é construída a capela, que recebe da proprietária a doação da fazenda com todo o seu gado e escravos. Em 1826, um alvará régio cria a freguesia, que é recriada em 1842. Diz a lenda que um escravo cometeu homicídio no adro da capela e, sendo Santo António o proprietário do templo e da fazenda, foi julgado, condenado e seus bens levados a leilão. A capela incorpora elementos construtivos arcaicos, como o partido em "T", as tesouras de linha alta e o beiral em beira‐seveira, comuns em diversas regiões da Bahia no século XVII. O adro em arcadas rodeando a nave é utilizado em igrejas de peregrinação, e tem como função abrigar os romeiros que não cabem na nave. Incomuns são a presença de adro em arcadas em igrejas de partido em "T" - o que ocorre apenas em dois outros templos na Bahia - e o campanário desligado do corpo da igreja, esse um caso único. O interior é simples, apenas a capela‐mor tem forro em madeira, tripartido e piso em mármore. Nos outros espaços não existe forro. As sacristias conservam o piso em tijoleira, que na nave e alpendre foi substituído por ladrilho preto e branco formando xadrez. Na nave e no alpendre estão diversas pedras de sepultura, do final do século XIX e inícios do século XX.

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