São Cristóvão

Lat: -11.013454000261000, Long: -37.222374000514000

São Cristóvão

Sergipe, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A primeira sede da capitania de Sergipe foi fundada em 1590, em sítio junto ao Rio Cotinguiba, na atual região de Aracaju. Por não oferecer boas condições de segurança, foi deslocada por duas vezes, até que em 1607 estabeleceu‐se definitivamente à margem do Rio Paramopama, afluente do Vaza Barris, tendo o nome de São Cristóvão. Sua implantação, no alto de uma encosta, condicionou a divisão entre cidade baixa e alta. Não dispondo de um porto com maior calado, que favorecesse o comércio, caracterizou‐se pelas atividades administrativas e religiosas. As construções religiosas foram determinantes na configuração do traçado urbano de São Cristóvão. No outeiro, num largo, foi edificada a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória. A partir deste largo, formou‐se o núcleo inicial da cidade alta, com ligação ao porto através de ladeiras. Entre 1637 e 1647, o território de Sergipe foi palco de constantes lutas entre holandeses e portugueses. Quando foi invadida, São Cristóvão contava com cerca de 400 moradores, mas ao se encerrar este período de batalhas a cidade estava praticamente em ruínas. O processo de reconstrução foi lento, devido à falta de recursos e em função da subordinação de Sergipe à capitania da Bahia. Mas, no final do século XVII, a construção de edifícios religiosos induziu a expansão da sua malha urbana. Em 1693 foi lançada a primeira pedra do convento dos franciscanos. À sua frente, formou‐se um largo onde está edificado o conjunto da Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia, datando seu primeiro registo de 1627. Fazendo a ligação entre este largo e o da Igreja Matriz, surgiram dois novos eixos urbanos - as atuais ruas Ivo do Prado e Frei Santa Cecília. Por sua vez, a construção da Igreja da Irmandade do Amparo dos Homens Pardos determinou a abertura da Rua do Amparo. Outra área de expansão da cidade definiu‐se a partir de 1699, com a implantação do conjunto do Carmo, cujo largo comunica com a Igreja Matriz através da atual Rua Tobias Barreto. A rua que ligava o Largo da Matriz ao de São Francisco teve um prolongamento determinado pela construção da Igreja do Rosário dos Homens Pretos, iniciada em 1746. Portanto, a inserção destas igrejas e conventos está intrinsecamente vinculada à configuração do traçado urbano de São Cristóvão. No início do século XIX, a cidade alta atingia o limite do seu desenvolvimento, definido pelos obstáculos impostos pela topografia, enquanto a cidade baixa se ampliava com funções de residência e comércio. A partir de 1855, e durante anos, São Cristóvão viveu um processo de esvaziamento, em função da transferência da capital para Aracaju. A partir de 1911, São Cristóvão voltou a ter algum crescimento, motivado pela instalação de uma fábrica de tecidos e pela chegada da estrada de ferro, mas será a área da cidade baixa o alvo das transformações neste momento, ficando a cidade alta mais reservada ao passado.

Arquitetura religiosa

Habitação

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