Camaçari (Vila de Abrantes)

Lat: -12.696358982835000, Long: -38.323350995225000

Camaçari (Vila de Abrantes)

Bahia, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A povoação foi fundada em 1558 pelos jesuítas como aldeia do Divino Espírito Santo, para a catequese de índios tupinambás. Entre 1624 e 1625 serviu de refúgio aos jesuítas, ao clero e muitos moradores de Salvador, por ocasião da invasão holandesa. A aldeia se transforma, assim, em ponto de resistência e local de reagrupamento das forças que combatiam os invasores. Por se encontrar muito arruinada, foi reconstruída em 1641 e em 1689. Domingos Alves Branco Moniz Barreto descreve a vila, em 1792, depois da expulsão dos jesuítas, e levanta sua planta, que se encontra no Arquivo Histórico Ultra‐ marino de Lisboa. Possuía, então, menos de cem habitantes. A Casa de Câmara e Cadeia era uma construção térrea, situada à esquerda da igreja. Para alguns autores, a residência jesuítica foi convertida em casa de câmara e cadeia. Sua planta, um imenso terreiro, com igreja e residência em uma de suas cabeceiras, foi utilizada em outras aldeias indígenas, como Massarandopió, desaparecida, Trancoso, Patativa, atual Vale Verde, e Ajuda, em Porto Seguro. Com a expulsão dos jesuítas, a antiga aldeia foi transformada na Vila Nova de Abrantes, criada em 27 de novembro de 1758. A Lei Estadual n.o 1809 de 1925 transferiu a sede municipal para o povoado de Camaçari, dando ao município este nome. A aldeia preservou seu traçado urbano até a década de 1960, quando a Prefeitura local loteou uma parte da mesma, reduzindo seu comprimento num terço. A praça estava originalmente rodeada de casas térreas ligeiramente afastadas entre si. Do lado direito da igreja e mais recuada existe uma casa de tipo rural, com cobertura de quatro águas e varandas em três lados. A Vila de Abrantes é hoje um distrito do município de Camaçari.

Paulo Ormindo de Azevedo

Arquitetura religiosa

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