Pirenópolis, Meia Ponte

Lat: -15.853802777778000, Long: -48.958552777778000

Pirenópolis, Meia Ponte

Goiás, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A fundação das Minas de Nossa Senhora de Meia Ponte se deu pelo português Manuel Rodrigues Tomar e teve como cenário a região próxima à Serra dos Pireneus, às margens do Rio das Almas. O núcleo foi implantado em posição estratégica, situado no entroncamento das estradas da Bahia, São Paulo e Minas Gerais que seguiam em direção a Vila Boa e Cuiabá, o que reforçou a vocação do arraial como entreposto comercial. A ocupação inicial foi influenciada pela área de trabalho representada pelo rio. Outros elementos constituidores do núcleo foram a localização das igrejas e o caminho das estradas, responsáveis pelo direcionamento do crescimento do arraial. Para a edificação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, futura matriz, foi escolhido o ponto mais alto. A construção da cadeia, na década de 30 do século XVIII, no Largo da Matriz, firmou o espaço de poder do núcleo. A mesma cadeia foi demolida no início do século XX e construída próximo às margens do Rio das Almas. A Rua das Bestas, mais tarde conhecida como Rua Direita, ligava a Matriz à estrada para os arraiais de Sant’Ana e Jaraguá. A Rua do Rosário seguia mais próxima da área de mineração e fazia ligação do Largo da Matriz ao outro ponto florescente do núcleo, que se desenvolveu junto ao Largo da Igreja do Rosário dos Pretos. A margem norte do Rio das Almas correspondia a uma única data mineral, ocupada por um rico senhor de escravos, o português Luciano Nunes Teixeira. Em virtude disso, somente a margem sul do Rio das Almas se desenvolveu enquanto núcleo urbano durante o período colonial. Meia Ponte exercia influência direta nos núcleos mais próximos e em algumas das novas minas encontradas nas décadas de 30 e 40 do século XVIII, pela sua localização geográfica privilegiada, além de ser freguesia e cabeça de Julgado. Devido a tamanha importância, o núcleo viria a disputar, futuramente, com Sant’Ana a centralidade das Minas de Goiás. Embora muitos acreditassem que Meia Ponte seria elevada a vila, foi Sant’Ana a escolhida, passando a ser conhecida como Vila Boa (Goiás (GO)). No fim do século XVIII, o núcleo contava com mais três igrejas: de Nosso Senhor do Bonfim, do Carmo e de Nossa Senhora da Boa Morte da Lapa. Meia Ponte foi elevada a vila em 1832, e passou a ser reconhecida como cidade em 1853. Em 1890 a cidade teve seu nome alterado para Pirenópolis. Durante o século XIX a economia seguiu estagnada, e foi regida pela atividade agropecuária, que contou com grande incentivador local, o comendador Joaquim Alves de Oliveira, proprietário da Fazenda Babilónia. A estrutura urbana consolidou‐se no século XIX e manteve‐se sem maiores modificações até à década de 60 do século XX, culminando com a construção de Brasília. Em fins do século XX, foi classificada em âmbito federal e estadual. A dinamização da economia de Pirenópolis só voltou a ter algum vigor a partir da década de 1960, com a extração do quartzito e o reconhecimento da cidade como centro turístico.

Nádia Mendes de Moura

Arquitetura religiosa

Habitação

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