Laranjeiras

Lat: -10.803222222222000, Long: -37.169641666667000

Laranjeiras

Sergipe, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Por volta de 1606, surgiu à margem do Rio Cotinguiba, um pequeno núcleo de povoação associado a um diminuto porto construído por seus habitantes, que ganhou o nome de "Porto das Laranjeiras". Ao fim da dominação holandesa em Sergipe, entre 1637 e 1645, e em consequência da vantajosa posição geográfica do Porto das Laranjeiras, este se tornou o centro da colonização daquela região, resultando, assim, a criação do povoado, provavelmente em 1794. Além do porto, alimentava seu desenvolvimento a realização de uma grande feira regional. Detendo esta posição de importante pólo comer‐ cial, Laranjeiras atingiu o apogeu no século XIX. Em 1824, os moradores solicitaram sua elevação a vila, justificando ser a povoação a mais numerosa e próspera daquela região. Naquela época, teria mais de oitocentas e cinquenta casas, e no recôncavo do Rio Cotinguiba havia cerca de sessenta engenhos de açúcar. Perante tal desenvolvimento, Laranjeiras foi elevada a vila em 1832, e passou a cidade em 1848. Mas, a partir da abolição da escravatura, em 1888, iniciou o seu declínio, que se mostrou evidente num espaço de dez anos, com a redução da população, da produção do açúcar, e consequentemente do porto e do comércio, suas principais fontes de riqueza. Isto coincidia com a afirmação de Aracaju como capital de Sergipe, para onde foram atraídas muitas das famílias que deixavam Laranjeiras, fugindo da decadência e da peste de varíola que a muitos vitimou, em 1911. Com origem associada ao Rio Cotinguiba, Laranjeiras teve sua forma urbana muito condicionada por este. Surgiu num sítio cercado de morros, onde havia apenas um pequeno espaço plano, que possibilitou o seu desen‐ volvimento a partir de dois eixos de ocupação bem evi‐ dentes. O primeiro, definido pelo rio e acompanhando a inflexão deste, onde se instalaram as atividades ligadas ao porto e à feira. O segundo eixo, perpendicular ao primeiro, é a antiga Rua Direita do Comércio que vai da Praça da Feira até à Praça da Matriz, e daí segue em direção a Comandaroba, fazendo a ligação entre a zona rural e a área do porto. Surge então, destes dois eixos, a trama urbana, resultante da expansão de Laranjeiras, constituída por ruas ora paralelas, ora normais ou oblíquas, em relação às anteriores, o que veio a configurar o traçado irregular da cidade. Com o desenvolvimento de Laranjeiras, no século XIX, todo espaço mais plano existente entre o rio e o sopé dos morros foi ocupado. O aspecto urbano também se modificou, ocorrendo nas principais praças e ruas, a substituição das antigas edificações por casas comerciais importantes e por imponentes sobrados dos proprietários rurais, que se transferiram para a cidade, atraídos pelas melhores condições de vida cultural, social e comercial.

Arquitetura religiosa

Habitação

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