Luena [Vila Luso]

Lat: -11.790175008823000, Long: 19.912947037508000

Luena [Vila Luso]

Moxico, Angola

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A 3 de março de 1895, a expedição de Trigo Teixeira, que partira com o intuito de ocupar o Moxico - os territórios situados entre o Alto Kwanza e o Zambeze - e aí estabelecer uma Colónia Penal Militar Agrícola, dá lugar à construção da Fortaleza Ferreira de Almeida (extinta em 1901). Conhecida inicialmente e até 1895 por Região Luvale, passou à categoria de distrito do Moxico (decreto‐lei n.º 3365, 15.09.1917), desmembrando‐se do antigo distrito de Benguela, tendo sede na povoação com o mesmo nome, onde se encontrava fixada uma pequena guarnição militar e alguns comerciantes. Em 1922, esta povoação passaria a chamar‐se Vila Luso, e seria relocalizada em relação ao Caminho‐de‐Ferro de Benguela (que chegou à província em 1913 e à fronteira em 1929), passando a estar ligada às restantes cidades da linha. Na vila, construiu‐se um bairro para a instalação dos funcionários dos caminhos‐de‐ferro. Em maio de 1956 passou a cidade, com nome de Luso. A sua posição, ligada à única linha de caminho‐de‐ferro que atravessa todo o território angolano, fez dela ponto estratégico comercial, político e administrativo. Após a independência, passou a designar‐se Luena. A cidade define‐se urbanisticamente pelos elementos que caracterizam as urbes criadas ao longo das linhas de caminho‐de‐ferro, em especial as do de Benguela. O traçado desenvolve‐se para um dos lados da linha, através de uma estrutura em quadrícula, sendo a estação uma referência importante na estrutura urbana, onde se localiza a praça e a partir da qual se cria uma rede hierarquizada de ruas e praças. Em 1959 foi elaborado um plano de urbanização que reforçou a estrutura preexistente, estabelecendo novas áreas de expansão e criando novos equipamentos e espaços verdes. Com o centro histórico constituído pelas primeiras casas, combinaram‐se modernas habitações unifamiliares e edifícios públicos, jardins e largas avenidas. A Estação do Caminho‐de‐Ferro de Benguela e o Aeroporto são duas infraestruturas que representam o desenvolvimento e importância atingidos por esta cidade na zona leste de Angola. Ao nível das restantes povoações da província, destaca‐se ainda o Lumege, uma pequena povoação cujo desenvolvimento decorre igualmente da atividade comercial e da sua relação com o caminho‐de‐ferro. Com apenas dez quarteirões, em 1960‐1961, o plano do arquiteto Sabino Corrêa partia das preexistências, atribuindo‐lhes um sentido urbano, com praças, ruas e hierarquização dos espaços e edifícios públicos. Em 1973 foi elaborado um Plano para Zonas de Ocupação Imediata, do arquiteto Adérito de Barros, que previa a expansão para sul. Finalmente, outro pólo importante em termos históricos é Cameia, onde restam as ruínas do Forte de Cameia, dos séculos XIX‐XX, classificadas por despacho (n.º 22, 18.04.1998) pelo governo angolano.

Arquitetura religiosa

Equipamentos e infraestruturas

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