Ilha de Santa Catarina

Lat: -27.596904000186000, Long: -48.549453991760000

Ilha de Santa Catarina

Santa Catarina, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Os nativos carijós denominavam a ilha de Jurere‐mirim, que significa pequena boca d’água, numa clara referência ao estreito braço de mar que na parte central separa a ilha do continente. Inicialmente os portugueses batizaram‐na Ilha dos Patos, impressionados com a quantidade dessas aves na região. O nome Santa Catarina só iria aparecer pela primeira vez no planisfério de Diogo Homem, datado de 1529. Suas terras foram disputadas por espanhóis e portugueses durante os séculos XVI, XVII e XVIII. Para garantir a posse do litoral sul, a coroa portuguesa concedeu a Salvador Corrêa de Sá e Benevides, no ano de 1567, cem léguas da costa sul, que incluíam a Ilha de Santa Catarina. Este, porém, não tomou nenhuma medida para a posse da região, ficando o início de uma ocupação mais efetiva para o século seguinte, quando o paulista Francisco Dias Velho iria em 1673 receber algumas sesmarias na ilha, fundando a póvoa e, depois de 1725, vila de Nossa Senhora do Desterro (Florianópolis). O controle do litoral de Santa Catarina era peça‐chave para a manutenção das pretensões portuguesas na bacia do Prata, portanto era necessário garantir a sua defesa. Nesse sentido, o conde de Bobadela, governador do Rio de Janeiro, propôs ao rei, no ano de 1737, a fortificação da Ilha. Por sua posição estratégica, Santa Catarina e o Rio Grande de São Pedro foram desmembrados da capitania de São Paulo, por provisão de 11 de agosto de 1738, e passaram como capitania subordinada para a administração do Governo do Rio de Janeiro. Como governador das novas terras foi nomeado o brigadeiro José da Silva Paes, que marcou o seu governo pela implantação das defesas da região, construindo quatro fortalezas, e o incremento do povoamento da ilha, com a vinda de açorianos a partir de 1748. Para o estabelecimento dos novos imigrantes e exarada provisão régia de 9 de agosto de 1747, definindo regras quanto ao parcelamento da terra, dividida em pequenas propriedades de quarto de légua em quadro, muito distinto da légua em quadro do sistema sesmarial difundido no Brasil; quanto à dimensão dos arruamentos, tendo as praças 500 palmos (110 metros) e as ruas 40 palmos (8,80 metros); e quanto à localização e construção das casas. Os açorianos participaram ativamente do processo de colonização de diferentes pontos do Brasil, mas em nenhum deles a sua presença ficou tão marcada como na Ilha de Santa Catarina, possivelmente pelo isolamento da região durante os séculos XVIII e XIX.

José Simões Belmont Pessôa

Habitação

Arquitetura militar

Arquitetura religiosa

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